
Durante anos, talvez bebeste café sem fazer a pergunta certa.
A pergunta é esta: porque é que dois sacos de café, com o mesmo peso, a mesma promessa de “100% arábica”, podem custar valores completamente diferentes?
O café comum é negociado como uma commodity, no chamado “mercado C”. É exatamente o mesmo sistema usado para petróleo e trigo. Um número que sobe e desce pela oferta e procura global, sem nenhuma relação com quem produziu aquele café, ou com o cuidado que teve a fazê-lo.
O café de especialidade quebra esse sistema por completo, para sequer usar esse nome, um lote precisa de atingir no mínimo 80 pontos numa avaliação sensorial rigorosa, feita por avaliadores certificados internacionalmente. É um padrão técnico, auditado e usado pela indústria toda.
A maior parte das pessoas nunca ouviu falar disto e é precisamente por isso que essa mesma maior parte continua a pagar por café sem saber o que realmente está a comprar.
Vamos mostrar-te o que isto parece na prática
Trouxemos recentemente um lote chamado Nakamura do Noca, da Chapada de Minas. Uma família que decidiu fazer algo que quase ninguém faz. Em vez das 24 a 72 horas de fermentação habituais na indústria, fermentaram o café durante 10 dias inteiros, em bombonas.
Dez dias é um risco enorme. É tempo, trabalho e incerteza que muitos dos produtores simplesmente não estão dispostos a assumir! O resultado foram 86 pontos, acidez cítrica, notas de cacau e especiarias que nenhum café de mistura comercial, feito para volume e não para carácter, alguma vez vai conseguir replicar.
Ninguém assume esse risco para poupar dinheiro! Assume-se porque o resultado vale a pena, e alguém tem de pagar por esse valor. É exatamente isso, e só isso, que está dentro do preço mais alto que pagas por um café de especialidade.
O café comercial não é mau porque é barato. É barato porque foi desenhado para esconder informação de ti. Mistura de várias origens, torra agressiva para disfarçar defeitos. São vários intermediários, cada um a tirar a sua margem, cada vez mais longe do produtor que realmente fez o trabalho.
O café de especialidade faz o oposto. Mostra tudo, a fazenda exata, o produtor exato e o processo exato, até ao último detalhe.
Por isso, da próxima vez que vires o preço de um café de especialidade e pensares “é caro”, faz a pergunta certa. Caro comparado com o quê? Com um café sem origem identificada, misturado, torrado para esconder os seus próprios defeitos?
A diferença de preço não te vende um rótulo bonito. Vende-te a verdade sobre tudo o que aconteceu antes de aquele café chegar à tua chávena.
Estamos na semana em que se celebra o Dia Internacional do Café em todo o mundo. Milhões de pessoas vão levantar uma chávena esta semana sem nunca ter feito a pergunta que acabaste de ler.
Mas tu já não és uma dessas pessoas. A próxima vez que beberes café, pergunta a ti mesmo o que realmente sabes sobre ele! De onde veio, quem o fez e que caminho percorreu até aqui.
Se a resposta for “não faço ideia”, já sabes onde vir descobrir a diferença.
Vem provar a diferença no Coffee & Brew 👇
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